Donnie Culti
Sinopse: Na continuação de "Donnie Darko", a irmã caçula de Donnie, Samantha Darko, e seu melhor amigo, Corey, estão com 18 anos. Durante uma viagem para Los Angeles, os dois são atormentados por visões bizarras.
Aiaiai... "Vai sair a continuação do Donnie Darko". Essa foi mais uma daquelas frases que ouvi e me causou arrepios instantâneos.
E o pior é a curiosidade que faz com que eu ainda perca 2h dessa preciosa e curta vidinha numa esperança morta antes de nascer para tentar achar algum ponto forte no filme.
A trilha sonora! Ufa... Cocteau Twins e mais algumas pérolas. E só!
De resto é muita bizarrice (não a bizarrice muito louca do primeiro e único Donnie), e um quinhão de tentativas de cenas impactantes e confusão sem amarração, num esforço patético de ressucitar os arquétipos do universo criado por Richard Kelly.
A verdade nua e crua é que essa irmã mais nova jamais teve motivos para aparecer mais velha e o universo de Donnie se encerra em si mesmo; resquícios e outras viagens são apenas para nível pessoal, cada um com o seu.
Pior que a continuação de Matrix só essa mesmo. Mas não, vocês não conseguiram matar o eterno cult do coelho Frank, apenas fazer eu perder 2h com bobagens de um roteiro escroto de fãs meia tigela, que não sabem qual é o lugar de um bom fã.
Da próxima vez, CRIEM!
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Crítica: O Lutador
Na Pele do Carneiro
Astro de luta livre nos anos 80, Randy "The Ram" Robinson foi esquecido na década seguinte, e agora vive uma vida bem distante do glamour. Trabalhando num supermercado e lutando de segunda num ginásio, descobre um problema cardíaco após sofrer infarto. A história acompanha sua tentativa de reconciliação com a filha e o relacionamento com uma stripper enquanto vive o dilema de voltar ou não aos ringues para uma luta especial, e com isso arriscar sua vida, contrariando ordens médicas para que não lute mais.
Profundo, pesado e sincero este "O Lutador". Graças a direção de Darren Aronofski, que tem como marca registrada ir a fundo nos temas de seus filmes- veja "PI" ( matemático que descobre a lendária sequência universal de números que regem a vida), "Réquiem para um Sonho" (vício em drogas lícitas e ilícitas), "Fonte da Vida" (busca pela fonte da juventude)- nos sentimos lado a lado de Randy o tempo todo, que é captado pela câmera em primeira pessoa. São duas horas na pele do personagem, em que comemos, dormimos e lutamos com ele. Impecável atuação de Mickey Rourke, num papel que se confunde um pouco com sua vida real, na qual lutou boxe durante cinco anos e fez várias cirurgias de reconstrução facial. Uma trilha sonora maravilhosa, que cai como uma luva para a história com Accept, Quiet Riot e Guns N' Roses no clímax da trama com "Sweet Child O'Mine". Sem contar a música tema "The Wrestler" do velho guerreiro Bruce Springsten, mais uma grande injustiça do Oscar, que sequer a indicou como melhor canção.
Entre a dor e a glória, entre uma bela filha e uma provocante stripper vive Randy; "um pedaço velho e quebrado de carne", segundo o próprio, devido aos excessos de uma vida completamente desregrada. Este é "The Ram" (O Carneiro), um homem que só quer continuar, mesmo que para isso tenha que sacrificar a única coisa que lhe resta.
"Uma rara convergência harmônica de ator e papel"
Newswek - David Assen
Astro de luta livre nos anos 80, Randy "The Ram" Robinson foi esquecido na década seguinte, e agora vive uma vida bem distante do glamour. Trabalhando num supermercado e lutando de segunda num ginásio, descobre um problema cardíaco após sofrer infarto. A história acompanha sua tentativa de reconciliação com a filha e o relacionamento com uma stripper enquanto vive o dilema de voltar ou não aos ringues para uma luta especial, e com isso arriscar sua vida, contrariando ordens médicas para que não lute mais.
Profundo, pesado e sincero este "O Lutador". Graças a direção de Darren Aronofski, que tem como marca registrada ir a fundo nos temas de seus filmes- veja "PI" ( matemático que descobre a lendária sequência universal de números que regem a vida), "Réquiem para um Sonho" (vício em drogas lícitas e ilícitas), "Fonte da Vida" (busca pela fonte da juventude)- nos sentimos lado a lado de Randy o tempo todo, que é captado pela câmera em primeira pessoa. São duas horas na pele do personagem, em que comemos, dormimos e lutamos com ele. Impecável atuação de Mickey Rourke, num papel que se confunde um pouco com sua vida real, na qual lutou boxe durante cinco anos e fez várias cirurgias de reconstrução facial. Uma trilha sonora maravilhosa, que cai como uma luva para a história com Accept, Quiet Riot e Guns N' Roses no clímax da trama com "Sweet Child O'Mine". Sem contar a música tema "The Wrestler" do velho guerreiro Bruce Springsten, mais uma grande injustiça do Oscar, que sequer a indicou como melhor canção.
Entre a dor e a glória, entre uma bela filha e uma provocante stripper vive Randy; "um pedaço velho e quebrado de carne", segundo o próprio, devido aos excessos de uma vida completamente desregrada. Este é "The Ram" (O Carneiro), um homem que só quer continuar, mesmo que para isso tenha que sacrificar a única coisa que lhe resta.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Crítica: Uma Vida sem Regras
Além do Crepúsculo
Já livre de pré-conceitos, assisti Uma Vida sem Regras, protagonizado pelo astro teen da saga Crepúsculo Robert Pattinson. O ator por sinal, está muito bem num estilo shoegazer-desengonçado. Ele faz o papel de Art, um adolecente na crise dos 20 anos e músico frustrado que acaba de tomar um fora da namorada. Fora sério problemas de relacionamento com os pais, que se mostram frios ao longo de todo o longa para com o filho e entre si mesmos, como ilhas. Seus amigos também são garotos bem estranhos, e o interessante é que todas essas pessoas que estão em volta de Art revelam resquícios seus, como se fossem partes de sua personalidade complexada.
Melancólico e sem saber que rumo dar a sua vida, Art acaba se apegando ao livro "Não É Sua Culpa", de um guru de auto-ajuda, o Dr Levi Ellington, e usando seu dinheiro de herança, paga o Dr Ellington para ele se tornar o seu instrutor em tempo integral, acompanhando-o aonde quer que vá. A jornada se torna ao tempo que dolorosa, engraçada, com as aparições surpresa do guru nos lugares mais absurdos ao longo da trama para aconselhá-lo nas mais diversas situações.
Robert surpreende neste filme e se mostra um ator promissor; outra coisa bem legal é de já estar buscando papéis diferentes e que o desafiem, para que não fique eternamente iconizado como o vampiro Edward- caso do estagnado Daniel Radcliffe (Harry Potter), por exemplo. O que é uma ótima forma de levar seu público atual, que é composto em sua grande parte por adolescentes, a uma evolução natural do apreciar da 7ª arte.
Já livre de pré-conceitos, assisti Uma Vida sem Regras, protagonizado pelo astro teen da saga Crepúsculo Robert Pattinson. O ator por sinal, está muito bem num estilo shoegazer-desengonçado. Ele faz o papel de Art, um adolecente na crise dos 20 anos e músico frustrado que acaba de tomar um fora da namorada. Fora sério problemas de relacionamento com os pais, que se mostram frios ao longo de todo o longa para com o filho e entre si mesmos, como ilhas. Seus amigos também são garotos bem estranhos, e o interessante é que todas essas pessoas que estão em volta de Art revelam resquícios seus, como se fossem partes de sua personalidade complexada.
Melancólico e sem saber que rumo dar a sua vida, Art acaba se apegando ao livro "Não É Sua Culpa", de um guru de auto-ajuda, o Dr Levi Ellington, e usando seu dinheiro de herança, paga o Dr Ellington para ele se tornar o seu instrutor em tempo integral, acompanhando-o aonde quer que vá. A jornada se torna ao tempo que dolorosa, engraçada, com as aparições surpresa do guru nos lugares mais absurdos ao longo da trama para aconselhá-lo nas mais diversas situações.
Robert surpreende neste filme e se mostra um ator promissor; outra coisa bem legal é de já estar buscando papéis diferentes e que o desafiem, para que não fique eternamente iconizado como o vampiro Edward- caso do estagnado Daniel Radcliffe (Harry Potter), por exemplo. O que é uma ótima forma de levar seu público atual, que é composto em sua grande parte por adolescentes, a uma evolução natural do apreciar da 7ª arte.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Crítica: A Fita Branca
Menos para mais
Um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o novo filme do diretor Michael Haneke, por outro ângulo, volta ao universo da violência, tema explorado em "Violência Gratuita" (2008), seu filme anterior.
O espectador acompanha uma história com alguns buracos, incertezas, propositalmente deixados por Haneke, através de um narrador que não é dos mais comuns, aquele quase Deus, onipresente, que destila uma trama em que nada foge aos seus olhos. “...assumir a mentira, é, paradoxalmente, o único meio de se aproximar da verdade histórica”, disse o diretor.
Em resgate a memória coletiva do início do século XX, o longa traz uma bela fotografia em P&B, apoiada por cenas em que a câmera registra estática atuações impecáveis, formando quadros marcantes.
Educação rígida e intolerante; famílias errantes, celas a que chamam pureza e vácuos ao término da sessão, deixam um silêncio mortal, em que a única coisa que se ouve, é a própria voz ecoando na cabeça, usufruindo do presente de Haneke, a liberdade de reflexão e interpretação do que foi visto. A união da audácia e da competência do diretor é tão eficaz que ele acrescenta ao tirar.
Crítica: Sherlock Holmes
Sherlock Holmes para a nova geração
Mais um personagem clássico ganha uma repaginada. Dessa vez é a cria de Arthur Conan Doyle; Sherlock Holmes.
Mais um personagem clássico ganha uma repaginada. Dessa vez é a cria de Arthur Conan Doyle; Sherlock Holmes.Rober Downey Jr. dá leveza e humor sagaz ao personagem, através de um roteiro inteligente e cheio de sacadas geniais. Não podemos esquecer também de seu parceiro, o Dr. Watson, aqui interpretado por Jude Law.
Destaque também para a fotografia e cenários desconcertantes de uma Inglaterra de outrora.
Sherlock fuma seu cachimbo, toca seu bandolim e põe a cabeça para funcionar. Muito legal, aliás, as passagens em câmera lenta para mostrar seu lado calculista e minucioso na elaboração rápida de estratégias para situações-problema aparentemente sem solução. De cair o queixo, neste caso palmas aos roteiristas, a forma como o maior detetive de todos os tempos explica como desvendou os mistérios da trama, recordando a época em que me divertia com as aventuras do herói no ginásio.
A parceria Holmes/Watson adquiri também um clima quase doentio de ciúmes, despertado pela iminente partida do Dr. prestes a se casar, e o tempo todo se mantendo pelo quase irmão inspetor-detetive.
Holmes é refinado como sempre, mas luta também e apanha um bocado neste ótimo filme, que dá o tempo todo a impressão de vacilo pelo clima sobrenatural, que parece, prevalecerá sobre a ciência racional do herói, mas ganha a simpatia pós tensão do espectador no final.
Equilíbrio entre o entretenimento e bom roteiro são o ponto alto da saga, caso raro de aliança cinematográfica sem perder o fio da meada. E para encerrar, o jargão dispensado por besteira no longa, que acabou descaracterizando o personagem um pouco, orgulho tolo em fugir das raízes: Elementar meu caro Watson.
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