Foram anos de um pequeno ovo
Areia em meus olhos
Quando tudo fugiu lentamente
Prolongando meu grito desesperado
Minha voz se foi,
Meu rosto caiu do horizonte
Como um boneco desarticulado
E meus olhos ficaram paralisados.
Mas ilusões nem sempre nos ferem
E pude renascer de uma farsa forjada
Humanos e humanos...
Por anos numa redoma estranha
Em constante movimento
Estados conturbando meus pensamentos
E marcando meu rosto
Até que meus olhos desfigurados pudessem renascer;
Esta é a canção
Este é o Sol que nem sempre está distante
Esta é a história
Esta é a pele recomposta como cobra
Este é o desejo
Este é o doce que pôde contorcer meus lábios
Este é o ar
Este é o corte de uma navalha de ouro.
Um violino tranquilizante entorpece meus sentidos
E um anjo subversivo entorpece meus sonhos.
E posso matar com a beleza de causar lágrimas
E posso ressucitar com vinho as belas rosas desistentes.
A corrente sanguinea corre, agitada
Olhar num canto encontrado
Agora onde está? Sempre procurado.
Consciente do começo e prolongando o antigamente
Com cortes, vida e morte.
Em encontoros atiçando os neurônios
No sonho e nos beijos
Estica a corda Fênix
Acena para correr como um louco
Desesperado, eu quero brilhar eternamente.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Não se sinta única, porque você Não é
Não adianta pensar que é segredo
Querer se sentir diferente
Porque um soco no estômago dói pra valer
E uma noite de rodadas misturas deixa de ressaca.
Pare de fazer pose, pare de fazer pose.
No BANG caímos duros e frios
Na escuridão os vermes crescem
A dor acaba chegando sempre
De bobeira, cara de idiota, se corroendo.
Pare de fazer pose, pare de fazer pose.
Carros explodem
Passarinhos estilingados
Aviões caem
Trabalhadores estuprados
Um dia você terá rugas e buracos na cara
Um dia você irá brochar, você esquentará na menopausa
Um dia o dia sequer irá nascer
E terá sido mais uma noite perdida.
Querer se sentir diferente
Porque um soco no estômago dói pra valer
E uma noite de rodadas misturas deixa de ressaca.
Pare de fazer pose, pare de fazer pose.
No BANG caímos duros e frios
Na escuridão os vermes crescem
A dor acaba chegando sempre
De bobeira, cara de idiota, se corroendo.
Pare de fazer pose, pare de fazer pose.
Carros explodem
Passarinhos estilingados
Aviões caem
Trabalhadores estuprados
Um dia você terá rugas e buracos na cara
Um dia você irá brochar, você esquentará na menopausa
Um dia o dia sequer irá nascer
E terá sido mais uma noite perdida.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Oldboy
A corrida dos amigos imaginários
O cheiro dos prazeres desconhecidos
Os olhos espontaneos de humor
Mas desse mel não se compra
E o tempo escurece, pesa
E só na busca do pior você se sente melhor
Antes eu vivia embriagado
Hoje eu bebo para viver
Senhor Winehead contra a sanidade*
*morte/ loucura e afins
O cheiro dos prazeres desconhecidos
Os olhos espontaneos de humor
Mas desse mel não se compra
E o tempo escurece, pesa
E só na busca do pior você se sente melhor
Antes eu vivia embriagado
Hoje eu bebo para viver
Senhor Winehead contra a sanidade*
*morte/ loucura e afins
terça-feira, 4 de maio de 2010
Sucesso
As pessoas admiram a vantagem
Mas e a coragem meus amigos
Onde está a coragem?
A coragem é para os "fracos"
João é uma puta, João é uma puta
John é uma puta, John é Deus
Que se fodam os ofendidos
Antes de morrer hei de dar um sorriso sincero
Era uma vez o brasileiro de Maiakóvski...
Mas e a coragem meus amigos
Onde está a coragem?
A coragem é para os "fracos"
João é uma puta, João é uma puta
John é uma puta, John é Deus
Que se fodam os ofendidos
Antes de morrer hei de dar um sorriso sincero
Era uma vez o brasileiro de Maiakóvski...
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